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COMUNICADO
Na semana passada, os Ministérios da Educação e da Saúde assinaram um protocolo, “tendo em vista o desenvolvimento de actividades de promoção da educação para a saúde em meio escolar”. A comunicação social aproveitou os pormenores mais chocantes (já constantes da lei 120/99) e Portugal foi bombardeado com as seguintes notícias: distribuição gratuita de preservativos nas escolas e criação de gabinetes de atendimento em estabelecimentos de ensino secundário (do 10º ao 12º ano). O novo modelo terá por objectivos principais a diminuição de gravidezes na adolescência e das doenças sexualmente transmissíveis (DST). É com grande preocupação que o MOVE recorda que o Ministério da Educação optou por “guardar numa gaveta” o parecer elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), orgão representativo das várias entidades que agem na nossa sociedade em torno da educação, decidindo dar “carta branca” ao Grupo de Trabalho do Prof Daniel Sampaio (GTES), grupo marcadamente parcial. Quanto à distribuição gratuita de preservativos:
Quanto à criação de gabinetes de apoio no ensino secundário:
Assistimos também a um forte apoio destas medidas por parte da direcção da Confap. O presidente da Confap, Dr. Albino Almeida, consegue estar uma hora na televisão a justificar a eficácia destas medidas por causa dos seus “orfãos de pais vivos”. Terá este senhor uma ideia muito deturpada da realidade portuguesa, quando consegue defender medidas de ataque às famílias portuguesas em prol dum grupo felizmente minoritário. Não deixa de ser curioso ver o presidente da Confederação das Associações de Pais a defender medidas de afastamento desses mesmos Pais! O MOVE propõe que o Dr. Albino Almeida se dedique antes a ler mais, a estudar mais e a ouvir mais, de modo a resolver os problemas dos “orfãos de pais vivos” sem estragar os filhos de todos os outros pais. O MOVE relembra os orgãos de comunicação social que se referem à CONFAP como “os pais” de que incorrem numa grande mentira: existem milhares de Pais portugueses, representados pela nossa petição, que não reconhecem qualquer representatividade à CONFAP! O MOVE não pode deixar de alertar os Pais portugueses para uma realidade: nenhuma confederação nem nenhuma associação de Pais estão mandatadas para decidir sobre o tipo de educação que queremos para os nossos filhos. Os Pais têm que dirigir-se às escolas dos seus filhos e manter-se a par de tudo o que for decidido sobre a Educação Sexual, colaborando sempre que considerarem necessário e dizendo não sempre que tal se justifique. Só assim se conseguirá assegurar uma relação Escola-Pais que promova o bem-estar dos seus alunos e filhos. Neste momento, sabemos estarem prontas ou já terem sido enviadas para escolas, propostas de modelos de Educação para a saúde cuja orientação em muito se assemelha à dos manuais e modelos denunciados em Maio de 2005, na sua maioria elaborados e implementados pela Associação para o Planeamento Familiar (APF), com o apoio da CONFAP. O MOVE apela à Sra Ministra da Educação e ao GTES que, em vez de lançarem medidas avulsas, se dediquem a:
Se está mandatado para esse efeito, é fundamental que o GTES proponha os objectivos e estrutura do modelo de Educação para a saúde, bem como os critérios de avaliação a serem aplicados. Não se efectua um trabalho sério “às escuras”. O MOVE reafirma as suas reivindicações fundamentais:
O DIREITO DE ESCOLHA SOBRE A EDUCAÇÃO DOS FILHOS CABE AOS PAIS! Lisboa, 13 de Fevereiro de 2006
Pelo MOVE – Movimento de Pais
Ana
Líbano Monteiro
Isabel
Carmo Pedro http://www.move.com.pt |