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COMUNICADO
CONFAP e APF
1 -
O comunicado de imprensa de 3 de Junho da CONFAP - Confederação Nacional
das Associações de Pais esclarece completamente a dúvida
que o MOVE - Movimento de Pais levantou no
parágrafo 2e do
nosso comunicado de 1 de Junho. Conforme se pode ver, a
CONFAP renova total apoio à APF - Associação de Planeamento da Família,
com a qual tem vários protocolos celebrados .
2 - Ficam assim, também, esclarecidas as várias pessoas que nos têm
perguntado como é possível que esta situação tenha sido
permitida pelo movimento associativo de pais. Agora percebe-se:
a CONFAP, seu órgão de cúpula, tem tido, há vários anos, uma
relação bastante forte com a APF, e confirma manter-se actualmente.
3 - Ao contrário do que a CONFAP recomenda, os pais têm razão
para, agora, ficarem ainda mais preocupados. Basta ler-se a
página 117 do documento "Educação Sexual em Meio Escolar - Linhas
Orientadoras" para se ver que os manuais do tal programa
espanhol "têm-se revelado, também no nosso País, um recurso muito útil,
sobretudo pela sua manuseabilidade a pelas «fichas» disponibilizadas, as
quais são de fácil tradução para português." O MOVE não
percebe, portanto, porque é que a CONFAP se limitou a um "debate
existente nas Federações e pelo levantamento do Ministério da Educação",
em vez de ter perguntado aos autores das Linhas Orientadoras
onde é que este material "se tem revelado um recurso muito útil".
4 - A CONFAP, que participou na elaboração das "Linhas
Orientadoras", bem sabe que todos os manuais
(incluindo os espanhóis), elogiosamente referidos na BIBLIOGRAFIA
COMENTADA, existem em Portugal e são as próprias Linhas
Orientadoras a dizer onde é que o professor interessado os pode
encontrar. Assim a afirmação da CONFAP «os manuais
espanhóis, referidos apenas como referências bibliográficas, reportam-se
a uma experiência contextualizada que ocorreu nas Ilhas Canárias não
existindo exemplares disponíveis em Portugal» é
completamente falsa, e a CONFAP sabe que é falsa.
5 - O MOVE alerta para o facto de a CONFAP ter abdicado de, nesta
matéria, ser respeitado o Princípio da Precaução. Por
exemplo, se houvesse a suspeita de que existe um lote de sangue
contaminado com HIV, nenhuma associação de hemofilicos se
congratularia com a decisão do Ministério da Saúde de
manter o lote pronto para ser usado até que se prove que o sangue está
mesmo contaminado. Tendo a APF distribuído pelas escolas de
Portugal, com o apoio do ME, material profundamente ofensivo, material
que já chocou
milhares de familias portuguesas, vem a CONFAP aplaudir a
não aplicação deste Princípio da Precaução.
6 - O MOVE insiste uma vez mais em que a sua preocupação maior
está no facto de as "Linhas Orientadoras" recomendarem vivamente
manuais, quer do professor, quer do aluno, que foram fortemente
repudiados, pelo que insiste na suspensão imediata de
todas as acções em curso ao abrigo das "Linhas Orientadoras" e
apuramento de responsabilidades, independentemente de esses
manuais estarem actualmente a ser usados ou não. Se estiverem a
ser usados, apenas aumenta ainda mais a já gravíssima situação.
7 - O MOVE não pretende, de forma alguma, pôr em causa o
gigantesco e meritório trabalho que as Associações de Pais têm vindo a
fazer em todas as escolas do país. O que o MOVE não pode deixar
de observar é que a CONFAP, ao estabelecer relações
privilegiadas com uma associação (APF) cuja actividade deveria
controlar, prestou um mau serviço aos pais e encarregados de educação.
8 - O MOVE continuará a divulgar em
http://www.move.com.pt
a bibliografia fortemente recomendada nas "Linhas Orientadoras".
5 de Junho de 2005
Pelo MOVE - Movimento de Pais
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