Centro de Formação da Associação de Escolas do Concelho de Almada

ACÇÃO N.º 18/2002

FORMADORA: Maria Amélia Merlini de Matos

 

1. DESIGNAÇÃO DA ACÇÃO DE FORMAÇÃO:

Educação Sexual na Escola

2. RAZÕES JUSTIFICATIVAS DA ACÇÃO

Perante o quadro legal vigente, o estado garante o direito à Educação. Mas como construímos a Escola?...

Significa que tudo tem de regressar ao seu ponto de partida, a fim de construir algo de novo que, partindo do que foi feito anteriormente, possa avançar mais um passo na evolução.

O passo seguinte é, sem dúvida, a educação Sexual - «aprendizagem ao longo de toda a vida, baseada no crescimento e autonomia individuais, visando uma integração harmoniosa no conjunto do projecto de vida e gerador de atitudes positivas generalizadas.»

A Educação Sexual é, portanto, necessária como elemento essencial na formação da identidade global, do auto-conceito, da auto-estima, das competências sociais e, de forma geral, do bem estar físico e emocional dos indivíduos. É também uma componente essencial no relacionamento com os outros, nomeadamente no relacionamento amoroso.

Há necessidade de prevenir: problemas de ordem emocional; ocorrência de gravidez não desejada na adolescência; o recurso ao aborto; o contágio de doenças sexualmente transmissíveis; a violência; os abusos sexuais...

Há que proporcionar aos docentes todos os meios necessários para dinamizarem esta componente.

3. DESTINATÁRIOS DA ACÇÃO

Todos os professores interessados dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário e todos os educadores de infância.

4. OBJECTIVOS A ATINGIR

- A partir do vivido e do sentir de cada indivíduo, criar um clima de abertura e confiança, baseado no respeito pela maneira de ser de cada um;

- Utilizar uma pedagogia activa de descoberta através da qual os docentes protagonizam os seus saberes, construindo, de um modo crítico, os seus conhecimentos e as suas atitudes em interacção permanente consigo e com os outros;

- Fazer o levantamento das necessidades dos alunos da escola;

- Levar os docentes a serem capazes de integrar na sua própria disciplina a componente de educação sexual;

- Os docentes deverão ser capazes de elaborar os seus próprios materiais pedagógicos;

- Deverão dar resposta às ansiedades dos jovens;

- Desenvolverão novas atitudes;

- Aumentarão e solidificarão os conhecimentos já existentes.

5. CONTEÚDOS DA ACÇÃO

Módulo I = 15 horas

1.ª Sessão - Jogos de relação. Apresentação. A empatia.

2.ª Sessão - Noção de sexualidade. Desenvolvimento psicossexual dos zero (0) ao doze (12) anos.

3.ª Sessão - Desenvolvimento psicossexual na adolescência e na 2.ª metade da vida.

4.ª Sessão - Clarificação do papel da família. Clarificação do papel da Escola.

5.ª Sessão - Clarificação do papel Escola (conclusão). Os valores e a sexualidade.

Módulo II = 21 horas

6.ª Sessão - O nosso corpo. Estádios da puberdade.

7.ª Sessão - Anatomia fisiológica da sexualidade da reprodução.

8.ª Sessão - Doenças sexualmente transmissíveis. Planeamento familiar

9.ª Sessão - Contracepção e interrupção voluntária da gravidez.

10.ª Sessão - Gravidez na adolescência.

11.ª e 12.ª Sessões - Estratégias de dinamização com pais e Encarregados de Educação.

Módulo III = 12 horas e Módulo IV = 12 horas

13.ª e 14.ª Sessões - Principais etapas de um projecto de educação sexual.

15.ª, 16.ª, 17.ª, 18.ª e 19.ª Sessões - Exploração de materiais pedagógicos e adequação às várias disciplinas.

20.ª Sessão - Avaliação da formação.

A duração da acção é calculada em 60 horas, com três horas por sessão, uma vez por semana, em quatro módulos.

6. METODOLOGIAS DE REALIZAÇÃO DA ACÇÃO

- As sessões serão teórico / práticas, utilizando, para além da componente teórica, jogos e técnicas a aplicar numa óptica participativa; simulação de casos; estudo de casos; execução de dinâmica de grupo; exploração de materiais pedagógicos e concepção de materiais pedagógicos.

- A exploração e concepção de materiais pedagógicos será feita tendo em conta a realidade sócio cultural existente em cada escola, partindo-se de uma caracterização dos alunos ou das turmas, de modo a ser possível detectar problemas ou deficiências, às quais é preciso atender prioritariamente.

- Quanto á estratégia, pretende-se que a educação sexual se realize a nível curricular com carácter interdisciplinar e transdisciplinar (área-escola).

- A função do formador será: comunicar, motivar, gerir, ouvir, facilitar, propor, informar, elaborar, orientar, animar, sintetizar e avaliar.

7. CONDIÇÕES DE FREQUÊNCIA DA ACÇÃO

Preferencialmente docentes das escolas associadas na AECA (Associação de Escolas do Concelho da Amadora).

8. REGIME DE AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

- Questionários;

- Relatórios escritos;

- Apresentação de materiais elaborados pelos formandos.

9. MODELO DE AVALIAÇÃO DA ACÇÃO

- Relatório de avaliação (crítico).

- Avaliação da formação através de questionários, análise de reclamações ou sugestões, incidentes críticos e de novos projectos de acção propostos pelos formandos (avaliação interna).

- Eventualmente, avaliação externa.

10. BIBLIOGRAFIA FUNDAMENTAL

BRANDES, Donna & PHILLIPS, Howard. Manual de Jogos Educativos.

FRADE, Alice e outros. Educação Sexual na Escola - Guia para professores, Formadores e Educadores. Lisboa: Texto Editora.

GOMES, Francisco Allen e outros. Sexologia em Portugal. Lisboa : Texto Editora.

LÓPEZ, Félix & FUERTES, António. Para compreender a sexualidade. APF.

Orientações técnicas sobre educação sexual em meio escolar - PES; APF; DGS..

Programa Harimaguada - Educação afectivo-sexual na etapa secundária.

SANDERS, Peter. Para me conhecer, Para te conhecer... . APF.

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